Belo Horizonte é coroada a Capital do Bitcoin do Brasil
A Prefeitura de Belo Horizonte sancionou a Lei Municipal nº 11.905 e oficializou a cidade como a Capital do Bitcoin no Brasil.
A norma, de autoria do vereador Vile Santos (PL) e assinada pelo prefeito, Álvaro Damião (União Brasil), inclui ações de educação financeira, pesquisa e promoção de eventos no calendário oficial. Isso tudo com a meta de atrair investimentos e fortalecer o ecossistema local de criptoativos.
O que a nova lei estabelece e como BH pretende liderar
O texto da Lei 11.905/2025 institui o título simbólico de Capital do Bitcoin e autoriza a prefeitura a fomentar workshops, atividades formativas e iniciativas de pesquisa em blockchain e ativos digitais.
Prevê ainda a inclusão de eventos temáticos no calendário municipal, para estabelecer BH como polo de inovação na economia digital, com foco em educação financeira e atração de investimentos. O plano tem forte componente de “marca-cidade”.
BH se diferencia ao se declarar hub nacional de cripto, mirando geração de empregos qualificados, e um ambiente mais favorável para startups Web3 e fintechs. O que faz todo o sentido já que o Brasil vive um ciclo de amadurecimento na adoção de cripto.
O Global Crypto Adoption Index 2025 da Chainalysis colocou o país na 5ª posição mundial, sinal de que o uso, tanto de varejo quanto institucional , se consolidou nos últimos 12 meses.
A infraestrutura de pagamentos também ajuda. O Pix sustenta uma base transacional massiva e cotidiana. Reduzindo, assim, barreiras de onboarding para serviços digitais e educa o usuário para meios eletrônicos instantâneos.
Expansão da mineração na região e o que muda para os brasileiros
Enquanto Belo Horizonte aposta em educação e inovação, a região assiste a um ciclo de investimentos em mineração de Bitcoin. No fim de setembro, a DL Holdings anunciou que gastará cerca de HK$ 320 milhões (US$ 41 milhões) na compra de 2.995 unidades Antminer S21 da Bitmain.
Elevando, então, a frota total para 5.195 máquinas e o poder de computação para ~2,1 EH/s. A escolha do Paraguai segue uma racionalidade conhecida do setor. A de energia competitiva de base hidrelétrica e disponibilidade cada vez maior de infraestrutura para data centers.
E também consolida um corredor regional de mineração ao alcance do Sudeste brasileiro. Para BH, isso abre oportunidades de parcerias técnicas, missões empresariais e agenda de eventos que conectem capacitação local e operação industrial no país vizinho. Ou seja, reforçando o papel de hub que a lei ambiciona.
Para Belo Horizonte, a lei cria um guarda-chuva institucional para educação, eventos e formação de capital humano em cripto e blockchain. O título em si é simbólico. Mas carrega efeitos práticos. Como, por exemplo, a inclusão de eventos no calendário oficial, a cidade pode disputar conferências, hackathons e até fóruns técnicos.
Isso cria um ambiente informacional mais rico. Aprobabilidade de cursos, meetups e pesquisas em Belo Horizonte cresce. Algo muito importante em um país que subiu ao top 5 de adoção cripto em 2025, pois amplia a qualidade do debate e a formação de profissionais.
A integração regional de negócios também é afetada pela nova lei. A expansão de hashrate na América do Sul cria possibilidades de cadeias de valor que vão de P&D e manutenção a softwares de monitoramento.
Além, claro, de eficiência energética e gestão de risco. O tema pode entrar na rota de incubadoras e aceleradoras belo-horizontinas, caso a política municipal consiga articular academia e setor privado.